MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC Home
Apresentação
O Curso de Manutenção e Configuração de Computadores do SENAC visa a
instrumentalizar o usuário a melhor compreender o funcionamento dos microcomputadores padrão
PC, utilizando sistema operacional Microsoft Windows. Através de forte embasamento teórico,
ilustrado com amostras reais e exercícios, procurará estimular o desenvolvimento autônomo, conforme
os objetivos abaixo especificados:
Posicionar-se frente às mudanças no mundo do trabalho e quanto às perspectivas de vida profissional,
reconhecendo técnicas de negociação para o trabalho em equipe, fundamentado em padrões
éticos e na comunicação interpessoal efetiva;
Reconhecer e preservar os recursos naturais renováveis e não renováveis como fontes de energia
para o planeta, estabelecendo relações entre ética, cidadania e as questões ambientais;
Colaborar na construção do raciocínio lógico e conseqüente compreensão, necessários ao desenvolvimento
das aptidões indispensáveis ao exercício da manutenção de hardware e software, seja
para uso pessoal/doméstico/profissional, procurando estimular um pensar livre, ético e responsável;
Possibilitar o reconhecimento dos mais diversos itens de hardware, como processadores, memórias,
placas mãe, placas de expansão, periféricos, entre outros, desenvolvendo noções de instalação e
configuração desses equipamentos, bem como noções de montagem de
microcomputadores padrão PC;
Desenvolver a compreensão do funcionamento
e inter-relação dos componentes de
hardware, de modo a propiciar a detecção e resolução
de problemas comuns em microcomputadores padrão
PC utilizando sistema operacional padrão Microsoft Windows.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC
Tendo em vista sua missão institucional de desenvolver pessoas e organizações, bem como
seu compromisso com a qualidade da educação, o SENAC programou
este curso para responder às necessidades educacionais decorrentes
das novas formas de organização e gestão, buscando
acompanhar as mudanças estruturais no mundo do trabalho,
o emprego de novas tecnologias e a crescente
internacionalização das relações econômicas. Orientando-
se pelos princípios e valores da Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional, planeja adequarse
aos novos paradigmas que vêm transformando a sociedade
e a organização do trabalho, de modo a facilitar o
acesso do participante às conquistas científicas e tecnológicas
de uma sociedade globalizada.
As aulas são prático-expositivas, através da realização de demonstrações,
explicações e exercícios, desenvolvendo uma dinâmica de
troca/diálogo entre educador/educando em um processo interativo. O desenvolvimento do curso deve
proporcionar participação ativa e condições para que o aluno aprenda a aprender, tendo no processo de
ensino-aprendizagem avaliação contínua e sistemática, voltada para a consecução de um processo de
aprendizagem com autonomia. Para tanto, o educando terá pleno conhecimento dos critérios e procedimentos
de avaliação adotados no curso e das normas regimentais sobre avaliação, freqüência e promoção.
TODOS OS EXERCÍCIOS DEVEM SER REALIZADOS PARA QUE O ALUNO ATINJA OS OBJETIVOS
SUGERIDOS E APROPRIE AS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS PARA A CERTIFICAÇÃO.
Exercícios não realizados ou incompletos poderão ser recuperados dentro do prazo estabelecido para o
curso, em acordo entre instrutor e alunos.
A freqüência mínima de presenças é de 75% da carga horária total, anulando definitivamente
a possibilidade de certificação em caso de não cumprimento desta tolerância. As presenças
são registradas a cada hora-aula, sendo válidas apenas quando o aluno aproveita pelo menos 75%
da hora-aula dada. É EXTREMAMENTE RECOMENDÁVEL NÃO FALTAR ÀS AULAS, em especial
os alunos que não trazem um conhecimento sólido na área de informática. O curso é bastante trabalhoso
e disponibiliza uma grande quantidade de conhecimentos interdependentes aos interessados
- a ausência do educando pode interferir drasticamente no aprendizado, comprometendo toda a
metodologia sugerida e provocando acúmulo de exercícios não realizados, o que inviabiliza uma
possível recuperação.
As fichas de acompanhamento individual estarão à disposição ao longo de todo o curso e compreenderão
o histórico de aproveitamento no processo de avaliação, realizado sempre conjuntamente pelo
instrutor e o aluno.
Como o processo de avaliação é praticamente qualitativo e não quantitativo (NÃO HÁ NOTAS!),
é muito importante que o aluno compreenda a responsabilidade e a disciplina necessárias à plena eficiência
da sua avaliação, adotando uma postura sincera e transparente quanto ao seu desempenho e buscando
sempre refletir e relatar com honestidade as suas dificuldades frente aos conteúdos desenvolvidos, em
um processo de auto-avaliação constante.
Toda a metodologia e o sistema de avaliação são abertos a sugestões por parte dos alunos, que
serão sempre bem-vindas.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC
Um Breve Histórico do PC
A invenção do microcomputador foi uma daquelas
invenções que aconteceram quase por
acaso. A empresa Xérox, no início da década
de 70, estava com receio de que, no futuro, com a
automação dos escritórios, as suas máquinas
reprográficas não tivessem mais utilidade e reuniu alguns
cientistas no seu laboratório PARC (Palo Alto
Research Center), em Palo Alto, nos Estados Unidos.
Lá desenvolveu quatro coisas bem interessantes para
a época: um protótipo do microcomputador, um ambiente
de rede, o e-mail e um ambiente gráfico (antecessor
do Windows). Mas a sua direção não se sentiu atraída
pelo projeto, pois cada máquina custava mais de US$ 10.000 (dez mil dólares), o que inviabilizava a sua
comercialização. Algum tempo depois, o projeto foi apresentado a Steve Jobs, manager da Apple Computers.
Entre tudo que ele viu, o que mais o maravilhou foi a interface gráfica e o mouse, e, através de uma
autorização da Xérox para utilizar esses recursos, conduziu o projeto do Macintosh, estabelecendo um
padrão proprietário, ou seja, que ninguém podia copiar.
A IBM, no inicio da década de 80, era líder absoluta no mercado mundial de computadores do tipo
mainframe, do qual detinha um mercado de quase 80%. Percebendo o potencial latente do mercado de
computadores pessoais, a sua direção decidiu que iria desenvolver um microcomputador. Este projeto
acabou introduzindo algo que iria mudar completamente o mercado de informática – o padrão aberto. Em
outras palavras, o padrão estabelecido pela IBM poderia ser copiado por outras empresas. Para essa
missão, contratou-se a Intel para desenvolver o microprocessador da máquina, e a Microsoft para desenvolver
o Sistema Operacional. A aceitação do mercado foi imediata, e então aconteceu o que a IBM não
previa - o rápido crescimento da capacidade do processador e o lançamento da interface gráfica em 1986,
que possibilitou muitas empresas a substituírem seus mainframes pelo novo padrão. A facilidade de operação
e a possibilidade de se criar uma rede local de baixo custo tornava o PC uma boa solução para uma
significativa parcela do mercado até então dominado pela Big Blue. A IBM começou a acumular muitos
prejuízos, e a sua despretensiosa invenção caiu como uma bomba dentro da corporação - no início da
década de 90, a empresa chegou a demitir 25 mil funcionários e resolveu mudar sua estratégia, voltando se
com mais ênfase para o mercado dos computadores pessoais.
Hoje, graças a esta iluminada invenção da IBM,
e ao padrão aberto, é possível a pequenas empresas e
usuários domésticos adquirirem um microcomputador. A
cada ano que passa, estas máquinas oferecem cada vez
mais capacidade a custos cada vez menores. De 1980
para cá, muita coisa mudou e muitas inovações surgiram.
O padrão PC aprimora-se a cada ano que passa,
evoluindo tanto em hardware quanto em software. Este
curso de manutenção busca ajudar a compreender melhor
este consagrado padrão, bem como a sua evolução
tecnológica, auxiliando para melhor configurar e instalar
componentes de hardware e software, bem como garantir
o melhor funcionamento destas máquinas.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC Introdução
Por que os Computadores dão tantos Problemas?
Todos que lidam na manutenção e instalação de
computadores escutam com freqüência os
seus clientes perguntarem por que os
computadores dão tanto problema. A resposta,
entretanto, não é simples. Em primeiro
lugar, deve-se ter sempre em conta que o
desenvolvimento dos computadores depende
do trabalho coordenado de muitas equipes
de técnicos altamente qualificados - entrelaçar
e sincronizar estes esforços esparsos,
de forma a garantir a compatibilidade necessária
ao funcionamento dos diversos componentes de hardware e
software, o que é uma tarefa extremamente árdua. Lembre-se, também, de que computadores são máquinas
complexas que realizam sozinhas dezenas de tarefas distintas. Por isso, tendem a ter muito mais
problemas que qualquer outro aparelho que você tem em sua casa, normalmente realizando apenas uma
tarefa específica. E, quando falamos de computadores PC utilizando algum sistema operacional da Microsoft
baseado no MS-DOS, a questão torna-se ainda mais delicada - como você já deve saber, é justamente
este o padrão que domina o mercado dos computadores pessoais nos dias de hoje.
Como você já deve saber, é função do sistema operacional executar tarefas básicas do micro, como,
por exemplo, exibir aquilo que você vê na tela ou imprimir um documento. Por isso, em geral, os programas
são escritos para o sistema operacional, ficando a cargo deste praticamente todo o controle do hardware.
Nessa situação ideal, quando algum programa resolvesse fazer um pedido “estranho”, o sistema operacional
ignoraria tal pedido (pois não o consideraria válido) e terminaria a execução do programa, informando o que
ocorreu ao usuário. Isso acontece sobretudo em sistemas operacionais para gerenciamento de rede local,
como o Netware, o Windows NT, 2000 e XP, e o Unix (e suas diversas versões, como o Linux, por exemplo).
Sistemas como o OS/2, Apple System e Mac/OS também atingem essas condições.
Entretanto, o MS-DOS não trabalha dessa forma. Na época em que foi criado, os PCs
tinham pouca memória e, como o sistema operacional fica residente na memória do computador, a
solução foi fazer o sistema o mais enxuto possível. Assim, o MS-DOS permite aos programas
acessarem diretamente o hardware do micro para executarem tarefas não providas pelo sistema.
Acontece que, quando um programa faz um acesso errado diretamente no hardware do
microcomputador, isso inevitavelmente será refletido no processador, fazendo com que ele pare ou
realize operações malucas. É o famoso pau, que tanto presenciamos e ouvimos falar nos dias de
hoje - o computador congela, trava ou exibe a famigerada tela azul. Por esse motivo, o DOS não
pode ser considerado um sistema estável, nem seguro. O mesmo pode ser dito de todos os sistemas
baseados nele, tais como, o Windows 3.x, Windows 9x e Windows Me.
Baseando-se nessas observações, parta do pressuposto que a maioria dos PCs de hoje já são
problemáticos por si só. Garantir a eficácia desses computadores é, no mínimo, uma tarefa bastante complicada,
visto que, por melhor configurados que estejam, é muito difícil garantir um funcionamento totalmente livre de
problemas. Um PC “redondo”, como se diz no jargão da área, é aquele que funciona o melhor (EFICIÊNCIA)
e mais rapidamente possível (DESEMPENHO) frente às características e limitações peculiares ao
hardware e software instalados na máquina.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC
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Atualmente, a operação dos computadores está bem mais
simplificada, se comparada a de algumas décadas atrás. É comum
vermos crianças que mal sabem escrever utilizando o micro para
jogar ou navegar na Internet. Aliás, o próprio surgimento da Internet
revolucionou todas as áreas da atividade humana. Hoje, a grande
rede está direta ou indiretamente integrada à vida de todos nós.
Entretanto, essa aparente simplicidade esconde uma
infinidade de conhecimentos técnicos embutidos por dentro do
gabinete e seus componentes. Volta e meia, essa complexidade vem
à tona, na forma de um modem que não conecta, um computador que
trava, ou uma impressora que se recusa a imprimir.
Os motivos para esses problemas são os mais diversos: peças defeituosas, superaquecimentos,
programas mal instalados ou defeituosos, vírus ou, simplesmente, desgaste, fruto de anos de funcionamento
contínuo. Muitos reclamam quando o computador manifesta problemas, esquecendo que, durante
anos, aquela máquina lhe prestou bons serviços.
E a Manutenção?
Não se deixe iludir...
Muitas vezes, quando nos aproximamos de pessoas que estão discutindo sobre computadores,
é comum escutarmos afirmações equivocadas. Quem de nós não tem algum conhecido “entendido” do
assunto? Um dos enganos mais comuns de serem cometidos, principalmente por parte dos usuários
leigos, é associar o desempenho de um computador ao processador que ele usa. Conhecer e compreender
os demais componentes do micro, principalmente placa-mãe, memória, disco rígido e placa de vídeo, é
tão importante quanto saber o tipo de processador que a máquina usa, já que a velocidade e a qualidade
geral da máquina serão dados não pelo processador, mas, sim, pelo conjunto de componentes do
equipamento. Esse mesmo engano muitas vezes está associado ao chamado CLOCK da máquina. A
freqüência em que opera o processador não é necessariamente sinônimo de bom desempenho, embora
seja um dos fatores determinantes.
Discernir todas estas características é de fundamental importância para um técnico em informática.
Desde a escolha do sistema operacional a ser utilizado, até o reconhecimento das limitações de uma
determinada máquina, passam pelo aprofundamento destas questões que,
como vimos, estão diretamente relacionadas aos anseios de
quem possui um microcomputador: DESEMPENHO e
EFICIÊNCIA. Ao longo deste curso, exploraremos
essas e várias outras idéias, a relação entre os
diversos componentes e vários conceitos importantes
sobre hardware e software. A proposta
é que, ao final, você esteja capacitado a prosseguir
a jornada com um bom embasamento, para
definitivamente adentrar-se neste fascinante universo
em que o aprendizado nunca tem fim.
LEMBRE-SE: O DESEMPENHO DEPENDE NÃO SÓ DO PROCESSADOR QUE A MÁQUINA TEM,
MAS TAMBÉM DOS DEMAIS COMPONENTES UTILIZADOS.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Princípios Básicos para o Bom Profissional
Um profissional da área de manutenção deve ter sempre em mente algumas fases bem distintas,
que devem nortear o seu trabalho. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a importância da relação com o
cliente. É muito importante estabelecer uma relação de confiança, e isso só é possível com clareza,
transparência e domínio do assunto em questão.Um cliente bem atendido vai indicar seus serviços para um
ou dois conhecidos, porém um outro, mal atendido, vai falar mal do técnico para todos os que lhe derem
oportunidade. A ética é uma característica fundamental para quem pretende trabalhar com manutenção de
computadores. Assim, é importante, desde o início, atender alguns preceitos básicos, que servem não só
para a manutenção de computadores, mas também à manutenção de quaisquer equipamentos elétricos e
eletrônicos.
A manutenção, na verdade, começa no momento em que tomamos conhecimento do problema
e somos solicitados a resolvê-lo. Quem pensa que a manutenção só começa quando estamos
frente a frente com o equipamento defeituoso está enganado. Já no momento da solicitação do serviço
cabe ao profissional tomar as providências corretas, coordenando os passos a serem dados para chegar
ao bom término do serviço, ou seja, aparelho funcionando, pagamento no bolso e o cliente satisfeito. Se tal
procedimento não for seguido, corre-se o risco de chegar ao local de atendimento sem estar devidamente
preparado, com as ferramentas adequadas e materiais necessários para resolver o problema.
Procure saber se o equipamento já funcionou bem algum dia. Um
aparelho em manutenção é diferente de um aparelho novo, que está entrando
em funcionamento pela primeira vez - nesse caso, é possível
que algum componente tenha vindo já com o defeito da fábrica.
Na montagem de um equipamento novo, fique atento também
para as possíveis incompatibilidades entre componentes do sistema
- muitas vezes, o mau funcionamento não é resultado de
defeito, mas simplesmente de peças que não funcionam bem em
conjunto, não são compatíveis. Se o equipamento já funcionou bem
algum dia, cabe a nós, como técnicos, descobrir por que ele deixou
de fazê-lo - os motivos serão aos poucos esclarecidos ao longo deste curso.
A identificação e resolução de um problema, também chamada de TROUBLESHOOTING, passa
por uma criteriosa seqüência de procedimentos que serão estudados com mais profundidade ao final do
curso, quando você já tiver mais subsídios teóricos e práticos para tal. Mas é importante que você saiba
que pequenos detalhes podem dar pistas para que se possa, pela lógica, e pela analogia com defeitos
semelhantes, chegar-se a um diagnóstico exato, preciso, que realmente resolva o problema e não o sintoma.
Um dos passos mais importantes nesse sentido é ouvir atentamente o que o usuário do computador
tem a lhe dizer. Pergunte em que situação ocorre o defeito, quais mensagens de erro aparecem,
quando apareceu o defeito pela primeira vez e como foram as últimas horas de funcionamento antes do
defeito manifestar-se. Seja metódico para trabalhar, seguindo um procedimento padrão. Sempre ligue
o equipamento antes de tomar qualquer providência e procure reproduzir o defeito relatado -
isso evitará situações constrangedoras, como alegações de que “antes de você mexer no aparelho
ele não acusava um determinado problema”. Verifique qual o melhor lugar para o atendimento, se na
sua oficina ou no próprio local. Informe antecipadamente como você trabalha e quanto cobra. No momento
de atender, escute atentamente o que a pessoa tem a lhe dizer, isso é muito importante. Fale claramente,
com firmeza e entusiasmo e olhe sempre com firmeza nos olhos das pessoas, em especial quando
estiver relatando algum problema identificado. Nunca interrompa ou diga que o cliente está errado, seja
amável e sorria. E, em hipótese alguma, deprecie o equipamento ou fale mal dos seus colegas da área,
mesmo identificando que alguém cometeu um erro. Se o cliente sentir-se lesado por algum técnico que o
atendeu anteriormente, ele saberá tirar suas próprias conclusões.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
As Ferramentas
Sempre utilize as ferramentas adequadas no momento da manutenção ou montagem /
desmontagem dos microcomputadores. Se um aparelho exige uma chave do tipo torque, use uma. Não
tente forçar com uma chave de fenda ou Phillips. O uso de ferramentas inadequadas pode, por exemplo,
estragar a cabeça de um parafuso e dar aquela aparência amadora ao seu serviço, mesmo que este tenha
sido tecnicamente bem executado.
Um bom técnico não deve ter medo de investir em ferramentas. Mesmo que você venha a trabalhar
como empregado em alguma empresa, procure adquirir suas próprias ferramentas e cuide bem delas.
Adquira as ferramentas adequadas. Uma vez com ela em mãos, você certamente vai descobrir diversos
usos para ela e aumentar sua produtividade. Sabemos que, para quem está começando, às vezes torna-se
muito difícil fazer os investimentos necessários para se ter o instrumental mínimo. Mas para ter sucesso em
qualquer tipo de reparação, o técnico ou amador deve contar com as ferramentas certas para cada tarefa.
Jogo de chaves de fenda: pelo menos 2 chaves de fenda de tamanhos diferentes (1/4” e 3/16”, de
preferência), de acordo com os parafusos normalmente encontrados na fixação de alguns elementos do PC.
Jogo de chaves Phillips: pelo menos 2 chaves Phillips de tamanhos diferentes (nº. 0 e nº. 1, de
preferência), de acordo com os parafusos normalmente encontrados na fixação de alguns elementos do PC.
Chave de porca: pelo menos 1 chave de porca, de acordo com os parafusos normalmente
encontrados na fixação de alguns elementos do PC.
Chave torque: esta chave, embora incomum, é utilizada principalmente em parafusos de micros
de marca, como os HPs, por exemplo.
Alicate de ponta ou pinça: um alicate de ponta é útil para uma infinidade de operações que
podem ser realizadas durante o reparo, como segurar componentes, alcançar fios e peças em locais
difíceis ou desentortar terminais de componentes. Os kits mínimos vendidos nas lojas especializadas normalmente
trazem uma pinça para esta mesma função, mas o alicate proporciona mais firmeza e precisão.
Alicate de corte lateral: o alicate de corte lateral é muito útil para cortar e descascar fios, cortar
terminais de componentes e outras atividades semelhantes.
Extrator de circuitos integrados: os circuitos integrados são componentes bastante delicados,
sendo conveniente ter uma ferramenta própria para a sua retirada. Embora os circuitos possam ser retirados
com outras ferramentas, como chaves de fenda, por exemplo, o uso do extrator reduz os riscos de danos aos
terminais, que podem dobrar ou partir. Aliás, evite tocar os terminais de um circuito integrado.
Kit de ferramentas básico:
uma opção simples e barata para
quem está começando - aos poucos,
você pode ir incrementando o
seu instrumental
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Agarrador: também chamado de pinça de 3 dentes, é uma ferramenta extremamente útil para
colocação de parafusos em locais estreitos, bem como para pegar pequenas peças que possam cair
dentro do gabinete do computador.
Lâmina afiada: uma lâmina afiada ajuda a cortar fios e abrir embalagens de componentes e
placas. De preferência, utilize um estilete de lâminas removíveis.
Borracha: a borracha de apagar lápis serve para limpar contatos em placas de circuito impresso
com bastante eficiência.
Clipes: é bom ter à mão um clipe (destes de prender papel) - por incrível que pareça, existem
operações simples (como abrir um drive de CD com o disco trancado dentro), em que este utensílio é bem útil.
Pincel macio: para a remoção de sujeira em placas ou componentes - evite o uso de flanelas,
que, além de não alcançarem os locais estreitos, podem enroscar em componentes, causando danos.
Pequena lanterna: uma pequena lanterna ajuda a iluminar e permite melhor visualização dos
componentes e serigrafias em placas-mãe, principalmente no interior dos gabinetes.
Lupa: também ajuda a melhor visualizar componentes e serigrafias em placas-mãe no interior
dos gabinetes.
Pequeno pote: um pequeno pote para guardar jumpers, parafusos e outras peças pequenas.
Pulseira antiestática ou luvas de borracha: devem ser usadas durante a manutenção, como
forma de prevenção a acidentes com descargas eletrostáticas.
Álcool e algodão: a limpeza dos componentes não deve ser realizada com água, pois a umidade
é inimiga dos componentes eletrônicos - sempre tenha disponível uma bisnaga com um pouco de álcool
(isopropílico, de preferência) e algodão para o caso de limpeza em partes delicadas, onde a simples passagem
do pincel não resolva.
Ferro de soldar e sugador de solda: muito útil na remoção e fixação de componentes eletrônicos.
Só utilize o ferro de soldar em qualquer trabalho prático no computador se tiver boa experiência com
esta ferramenta; do contrário, você corre o risco de danificar os delicados componentes e circuitos da
máquina.
Miniaspirador: podem ser muito úteis nos trabalhos de limpeza geral do interior do computador.
Multímetro: para fazer medições elétricas e testar componentes, como baterias e fontes de
alimentação. Também é útil para testar tomadas e estabilizadores. Pode ser analógico ou digital.
Ao lado, um multímetro digital
e um analógico: excelentes ajudantes
para fazer medições elétricas
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Tensão
Uma tensão, genericamente, pode apenas aparecer entre dois pontos. A tensão elétrica ou diferença
de potencial elétrico é a diferença de concentração de elétrons entre dois pontos do circuito de
corrente. O ponto de maior concentração de elétrons é dito pólo negativo (-), enquanto o outro ponto,
conseqüentemente de menor concentração de elétrons, é dito pólo positivo (+). A unidade de tensão é o
VOLT, normalmente designado por U ou V. Um Volt é a tensão necessária para fazer com que um Ampére
circule por um resistor de um Ohm. A medida de tensão é feita por intermédio de um voltímetro, ligado em
paralelo com a carga a ser medida. É importante lembrar que:
1 KV (quilovolt) = 1000 V, e 1 mV (milivolt) = 0,001 V.
Corrente
A corrente elétrica ou intensidade de corrente é o deslocamento dos elétrons livres no circuito,
sendo que o sentido da corrente que circula fora do gerador é sempre do pólo positivo para o pólo negativo.
A unidade de corrente é o AMPÈRE, normalmente designado por A. Pelo condutor passam 6,25 trilhões de
elétrons num segundo. A corrente elétrica é medida com um amperímetro ligado em série entre o gerador
e o consumidor.
Potência
A potência elétrica é definida por trabalho executado, em uma unidade de tempo, por exemplo, 1
segundo. A potência elétrica (P) é obtida pelo produto da tensão (V) com a corrente (I). A unidade da
potência é o WATT (a pronúncia correta é “UÁT”), normalmente designado por W.
Com a fórmula P = V.I podemos efetuar diversos cálculos bastante úteis na prática.
Eletricidade Básica
Tomadas
Antes de instalar qualquer equipamento
elétrico, é correto primeiro medir a tensão da tomada
(conforme veremos mais adiante, ao estudarmos
a utilização do multímetro) e conferir se é
a mesma que está selecionada em seu equipamento.
Por convenção, as tomadas com pinagem para
aterramento são configuradas conforme ao lado.
Baterias (Pilhas)
As baterias (nome “bonitinho” para as pilhas) são fontes de energia elétrica feitas de algum material
químico. Normalmente, as baterias utilizadas em computadores podem ser de níquel-cádmio (são
recarregadas quando ligamos o micro, mas constumam ter problemas de vazamento) ou lítio (não vazam,
porém não podem ser recarregadas
- duram aproximadamente
dois anos e depois devem
ser substituídas). Em geral,
as baterias são configura-
PÓLO NEGATIVO das conforme ao lado.
+ PÓLO
POSITIVO
-
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Neste momento, é importante fazer uma distinção entre a corrente da tomada (chamada CORRENTE
ALTERNADA ou ACV) e a corrente que é utilizada pela grande maioria dos equipamentos elétricos e das
baterias (chamada CORRENTE CONTÍNUA ou DCV). No caso da corrente contínua, a tensão elétrica não
varia ao longo do tempo, ao passo que, na corrente alternada, a tensão varia. A tensão contínua possui dois
pólos, o positivo e o negativo. A tensão alternada possui um pólo chamado fase, que é ao mesmo tempo o pólo
negativo e positivo, dependendo do momento, e o neutro, uma espécie de pólo usado como referencial, cujo
potencial, teoricamente, é 0 (zero). O terra é o chamado “zero absoluto”, e é necessário para equilibrar o
potencial quando acontecem fugas de energia elétrica da fase para o pólo neutro dos aparelhos ligados ao
sistema (quando isso acontece, o neutro fica com mais de zero volts).
Fontes de Alimentação
As fontes servem para converter os 110V ou 220V alternados
que chegam da tomada para as tensões contínuas utilizadas
pelos componentes do computador. As fontes utilizadas em
computadores são “chaveadas”, pois possuem um componente chamado
chaveador, que possibilita o fornecimento de altas correntes
elétricas, mantendo um tamanho físico pequeno. As fontes suportam
uma potência máxima nas suas saídas no micro: normalmente 200 W, 250 W, 300 W, 350 W ou 400 W.
Estabilizador de Tensão: possui um transformador que, através de sensores
apropriados, mantém a tensão elétrica de saída constante. Bons
estabilizadores têm filtros de entrada e de saída, não permitindo ruídos da
rede elétrica (entrada) e nem dos periféricos (ligados à saída) para o
microcomputador. Muitas vezes são vendidos levando-se em conta a potência
nominal, dada em VA (usada em sistemas elétricos de tensão alternada).
Para converter de VA para Watts, multiplique o valor por 2/3; de Watts para
VA, divida o valor em Watts por 2/3 (note que esta conta prática só é válida
para computadores). A maioria dos estabilizadores existentes no mercado é
ruim, pois simplesmente não estabilizam eficientemente a tensão da rede.
Filtro de Linha: é formado por um componente eletrônico
chamado varistor ou MOV (Metal-Oxide Varistor), que funciona filtrando interferências
da rede elétrica. Acontece que todas as fontes de alimentação do computador
já têm um varistor em sua entrada. Com isso, o filtro de linha não tem qualquer utilidade,
e não passa de uma extensão elétrica cara. O pior é que muitos filtros de linha
vendidos no mercado sequer têm o varistor.
No-Break: acessório semelhante ao estabilizador, porém
dotado de uma bateria, que permite manter o micro ligado durante algum tempo no
caso de falta de luz, possibilitando ao usuário salvar os trabalhos e desligar o micro
sem que haja perda de dados. É importante observar a autonomia da bateria, isto é,
quanto tempo o micro pode ficar ligado após a falta de luz. Os no-breaks podem ser offline
(demora um pequeno tempo até entrar em ação, cerca de 16 ms ou 6 ms) ou online
(entram em ação sem qualquer retardo). Os off-line podem ser stand-by (modelos
mais baratos que não estabilizam a tensão da rede) ou line Interactive (possuem um
estabilizador de tensão incorporado). O on-line em série (como o da figura ao lado)
é o verdadeiro no-break, pois sua saída é alimentada todo o tempo por uma bateria,
sem haver retardo ou variação de tensão (estabiliza perfeitamente a tensão). Em um
outro modelo, chamado de on-line em paralelo, o micro é alimentado ao mesmo
tempo pela bateria e pela rede, em paralelo. Em caso de falha na rede, não há
tempo de retardo. Mas, enquanto há eletricidade, não isola o computador da rede
elétrica, e, por isso, não estabiliza a tensão.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Dispositivo Fontes de Consumo Potência Máxima Típica
Mouse PS/2
5V @ 20mA
12V @ 14mA
-12V @ 14mA
0,44W
Mouse seial 12V @ 10mA 0,12W
Teclado 5V @ 0,25A 1,25W
Drive de disquete 5V @ 1A 5W
Zip drive IDE interno 5V @ 0,8A (típico)
5V @ 1,7A (pico) no máximo 8,5W
Disco rígido
5V e 12V
(ex.: 5V @ 0,5A
12V @ 0,4A)
-7200 RPM: no máx 10W
-5400 RPM: no máx 8W
(chega a 28W para acelerar)
Drive de CD ou DVD 5V @ 1,5A
12V @ 1 A 19,5W
Gravador de CDs 5V e 12V no máximo 25W
Placa-mãe sem
processador e sem
sistema on-board
(exceto IDE/ATA)
possivelmente todas as
da fonte de alimentação 45W
Processador 3,3V
VRM (5 ou 3,5V) entre 20 e 50W
Ventoinha CPU 12V @ 0,12A 1,44W
Memória DIMM 3,3V 8W / módulo de 8 peças
(1W por circuito)
Placa de vídeo PCI ou
AGP 5V e 3,3V entre 5 e 15W
Placa de rede ISA ou PCI 5V e 3,3V no máximo 3W
Modem interno ISA ou PCI 5V e 3,3V
(talvez 12V nos ISA) no máximo 3W
Winmodem interno PCI 5V e 3,3V menos de 3W
Controladora SCSI
20MB/s 5V e 3,3V no máximo 7W
Placa de som ISA
(antigas) 5V e 3,3V no máximo 5W
Placa de som PCI 5V e 3,3V entre 3 e 5W
Exemplos Práticos
1. Em um escritório será instalado um estabilizador; sabendo-se que a tensão elétrica é de 110
Volts, e que a potência do estabilizador é de 300 W, qual deverá ser a capacidade do fusível ideal?
P = 300 W V = 110 V I = ?
I = P , então I = 300 = 2,7272 A (aproximadamente 3 A, que é a capacidade do fusível ideal)
V 110
PODEMOS TAMBÉM CALCULAR A POTÊNCIA DOS DIVERSOS DISPOSITIVOS, PARA QUE POSSAMOS DEFINIR A FONTE,
ESTABILIZADOR OU NO-BREAK ADEQUADOS PARA TODOS OS DISPOSITIVOS QUE VÃO SER CONECTADOS ÀS SAÍDAS:
2. Ao consultarmos as especificações na etiqueta que está colada atrás de um monitor Hansol
Mazellan 500A, encontraremos a medida da corrente, que é de 1,3 A. Partindo do pressuposto que a
tensão no local é de 110 Volts, então
P = ? V = 110 V I = 1,3 A
P = V.I , então P = 110.1,3 P = 143 W
Aterramento
A ausência de aterramento pode causar danos aos equipamentos (sem falar nos desagradáveis
choques...), principalmente quando há interconexão de dois ou mais aparelhos elétricos, como no caso dos
computadores, onde temos, por exemplo, monitores de vídeo e impressora conectados externamente. Se
Somando a potência de todos os
dispositivos, poderemos melhor
definir a carga que a fonte,
estabilizador ou no-break deverá
suportar. Para facilitar sua vida, a
tabela ao lado resume a potência
média de alguns dispositivos dos
PCs.
Exemplo:
Um micro (só o gabinete) com disco
rígido (28 W), drive de disquete
(5 W), placa de fax modem (3 W),
placa de vídeo (15 W), drive de CD
(19,5 W), placa de som (5 W), placa-
mãe (45 W), processador (50
W) e 2 módulos de memória (16
W) consumiria 186,5 W - teoricamente,
uma fonte de 200 W seria
suficiente, mas a maioria das fontes
não fornece eficientemente
toda a sua potência, por serem de
baixa qualidade. Congelamentos,
travamentos e resets aleatórios
são sintomas de fontes que não
estão fornecendo a corrente adequadamente.
21
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Dicas iniciais
Entre os fatores que podem causar problemas com equipamentos eletrônicos, o calor e a umidade
são os que merecem maior atenção. No entanto, o descuido quanto a outros cuidados essenciais
pode ocasionar danos ao equipamento. As medidas necessárias começam por um estabilizador
de voltagem – algo que atinge 2% do preço total do equipamento. Um de 0,8 KVA (aproximadamente
300W) é suficiente para suportar um micro e uma impressora matricial ou jato de tinta (as térmicas, como
a laser, podem necessitar de um estabilizador separado).
Não se acostume a deixar o monitor e o microcomputador ligados para ligar e desligar apenas no
estabilizador. Essa prática poupa tempo, mas é arriscada. No momento em que se liga este aparelho, ele
leva alguns instantes até conseguir estabilizar a diferença de potencial; justamente aqueles em que o micro
demanda mais carga para inicializar. Assim, um pico de voltagem que ocorra nestes segundos críticos
pode não ser evitado pelo estabilizador, danificando o micro. A ordem ideal é se ativar o estabilizador;
depois, o monitor; e, por último, o micro.
É também recomendável manter o equipamento limpo, bem como os objetos e local à sua volta.
Para isso, não é preciso um processo complexo de esterilização, mas simplesmente uma limpeza com
pano úmido sem detergentes ou outros produtos químicos que possam agredir o equipamento. Realize
essa limpeza sempre com equipamento desligado da tomada. As recomendações complementares são as
seguintes:
Evitar movimentar o equipamento quando estiver ligado, procurando não realizar movimentos
bruscos. Em caso de choque mecânico, a unidade de disco rígido pode ter o seu funcionamento comprometido,
com maior probabilidade se estiver em operação;
Evitar o hábito de fumar ou ingerir comida ou bebida junto ao equipamento;
Ao colocar o equipamento no local de utilização, certifique-se de que as aberturas existentes no
monitor de vídeo e na parte de trás do gabinete e em outros periféricos não estejam tampadas, o que
prejudica a ventilação, além de verificar a voltagem correta da tomada, é claro;
Não colocar objeto de nenhum tipo nas aberturas, pois pode tanto danificar o equipamento,
como dar choques no usuário;
Em caso de tempestades em que estejam ocorrendo descargas elétricas, é aconselhável desligar
o equipamento, inclusive da tomada elétrica e da tomada telefônica, pois a ocorrência de relâmpagos
muito próximos pode danificar o equipamento - os modens são as maiores vítimas das tempestades.
Cuidados Básicos com o Computador
houver diferença de potencial entre os equipamentos, haverá mau funcionamento ou até mesmo a queima dos
mesmos. Para garantir que o potencial de todos os equipamentos interconectados seja o mesmo, é necessária
a instalação de um fio terra, cuja função é justamente igualar o potencial do sistema ao potencial terra, ou
seja, o zero absoluto. Para tanto, deve-se colocar uma barra de ferro enterrada no solo, com cerca de 2 metros
de comprimento e envolta por uma camada de sal grosso. No caso de usuários domésticos, com um computador
e alguns periféricos, o mínimo que se pode fazer é igualar o potencial dos equipamentos. As tomadas de
saída dos estabilizadores, no-breaks e filtros de linha, a princípio, já têm os seus terras interconectados, de
forma a igualar os potenciais dos equipamentos ligados. Mas é preciso atenção com a tomada de entrada
destes equipamentos, já que a maioria das tomadas dos domicílios não possui a pinagem para o terra. Neste
caso, ou se liga o pino terra a um terra eficiente (um cano d’água metálico, por exemplo) ou se deixa o pino
solto. Mas, em hipótese alguma, conecte o pino terra ao pólo neutro da tomada!
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Descargas Eletrostáticas (ESDs)
As descargas eletrostáticas ou simplesmente ESDs (Electrostatic Discharges) são geradas sempre
que dois objetos se tocam e, em seguida, afastam-se. Com a separação, os átomos de um objeto atrairão
elétrons e ficarão carregados negativamente, enquanto os átomos do outro objeto perderão elétrons e
ficarão carregados positivamente.
O exemplo mais comum disso ocorre quando você anda sobre um assoalho. À medida que seus
sapatos tocam o assoalho e depois se afastam, você acumula uma carga eletrostática. Você descobre isso
quando segura um condutor, como uma maçaneta de porta, que tenha um potencial elétrico diferente, e
recebe um desagradável choque.
À medida que os componentes eletrônicos se tornaram cada vez menores e mais densos, eles
ficaram mais suscetíveis a sofrer danos com ocorrências de descargas elétricas de voltagem extremamente
pequenas. Os componentes dos computadores podem ser destruídos ou degradados por descargas tão
baixas como 20 ou 30 volts.
Para evitar o dano aos componentes eletrônicos, o mínimo que devemos fazer é segurá-los de tal
forma que seja evitado o contato direto com nossas mãos. Observe, nos exemplos a seguir, o modo correto
de segurar alguns componentes e já aproveite para identificar alguns dispositivos:
Disco Rígido
Módulos de
Memória RAM
CERTO ERRADO
CERTO ERRADO
Especificações Ambientais Aconselhadas
A tabela abaixo mostra as especificações aconselhadas quanto à temperatura e umidade relativa:
Índices Temperatura de
operação
Temperatura de
armazenamento
Umidade relativa de
operação
Umidade relativa de
armazenamento
Mínima 10ºC -20ºC 20% 10%
Máxima 40ºC 60ºC 90% 90%
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Placa-mãe
CERTO ERRADO
Os níveis mais baixos de cargas eletrostáticas só podem ser detectados por instrumentos sensíveis.
Não é necessário contato físico direto para que as cargas se formem. As cargas podem causar falhas
em equipamentos durante todas as etapas da produção, manipulação, transporte e manutenção em campo.
Cerca de 90% do tempo, as ocorrências de descargas elétricas causam degradação do componente,
mas não provocam falhas nos procedimentos de teste, resultando em uma falha posterior. Como os componentes
não falham imediatamente, os técnicos costumam subestimar os custos da não utilização de
medidas de prevenção de descargas elétricas.
Processador
Instalação de um
módulo de
memória DIMM
de 168 vias
CERTO ERRADO
CERTO ERRADO
CERTO ERRADO
Instalação de um
módulo de
memória SIMM
de 72 vias
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Algumas regras fundamentais de prevenção contra a eletrostática
As regras de prevenção listadas abaixo ajudarão a proteger você e seu equipamento das descargas
eletrostáticas:
1 Antes de trabalhar em qualquer dispositivo que contenha um circuito impresso, é importante
ligar você e seu equipamento à terra, usando uma pulseira, um tapete antiestática e um calçado com sola
de borracha. Teste o aterramento, para verificar se as conexões não estão frouxas ou intermitentes;
Obs.: Não utilize uma pulseira antiestática ao trabalhar com monitores. Eles contêm
uma voltagem elevada, que pode atingi-lo através da pulseira.
2 Nunca toque os condutores elétricos de componentes ou chips integrados (CIs);
3 Não permita que ninguém toque em você quando estiver trabalhando com placas que contenham
CIs, pois as pessoas podem causar uma carga estática ao tocar em você;
4 Sempre transporte e armazene as placas e CIs em bolsas com blindagem eletrostática. As
bolsas precisam estar em perfeitas condições, porque mesmo pequenos furos podem torná-las inúteis;
Obs.: Bolsas antiestática e bolsas com blindagem eletrostática não oferecem o mesmo
tipo de proteção. As bolsas antiestática são geralmente de cor rosa ou azul e não isolam
o seu conteúdo dos campos de estática externos. Por isso, não devem ser usadas. As bolsas
com blindagem eletrostática costumam ser prateadas.
5 Mantenha não-condutores, tais como plástico e Isopor, afastados de computadores e componentes
abertos. Isso inclui vestimentas sintéticas, como gravatas de poliéster. Os não-condutores são uma
grande fonte de cargas estáticas;
6 Nunca coloque componentes em superfícies condutoras, como bancadas revestidas de metal;
7 Mantenha a umidade de qualquer área onde haja computadores abertos entre 70 a 90 por
cento. Os problemas de estática ocorrem com freqüência muito maior em ambientes de baixa umidade.
Fotografias microscópicas
de um microchip
danificado por descarga
eletrostática
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Antes de começarmos a falar especificamente do funcionamento do computador, é importante que
sejam feitas algumas considerações sobre os diferentes padrões utilizados para alguns componentes,
em especial GABINETES, PLACAS-MÃE E FONTES DE ALIMENTAÇÃO.
Até pouco tempo atrás, o padrão mais utilizado nos PCs era o mesmo dos PCs do início dos anos 80,
salvo o surgimento de algumas modernidades como, por exemplo, a disposição mecânica das placas de
expansão e drives nas placas-mãe. Estes gabinetes, placas-mãe e fontes de alimentação são chamados de
“AT”, ou “Baby AT”. Todos os PCs a partir do processador 286, tais como o 386, o 486 e o 586, e praticamente
todos os baseados no Pentium e similares utilizam este padrão. Outro formato que surgiu ao longo deste
período, sobretudo em micros “de marca” (Compaq, IBM, HP, etc.), é o chamado LPX, que utiliza gabinetes
mais compactos (mais baixos) e introduz a idéia de ter diversos periféricos acoplados à placa-mãe.
Lá pela fase final da quinta geração de processadores (Pentium e similares), foi criado um novo
padrão, batizado de ATX. Este padrão começou a tornar-se mais freqüente após o surgimento da sexta geração
de processadores, especialmente com o lançamento do Pentium II. No caso dos micros “de marca”,
começaram a utilizar um padrão chamado NLX, mesclando característcas dos padrões LPX e ATX.
Estudaremos com maior ênfase os padrões AT e ATX, já que estes são os mais utilizados pela
grande maioria dos microcomputadores PC. A tabela abaixo resume as principais características destes dois
padrões:
Os Padrões AT e ATX
AT ATX
ESPAÇO INTERNO
DO GABINETE
Pouco espaço interno, acarretando
menor circulação de ar e dissipação
térmica
Bastante espaço interno
propiciando maior circulação
de ar e dissipação térmica
PLACA-MÃE
São "compridas" - a posição dos
elementos (soquete, slots, etc.) não
facilita as conexões de cabos, placas
de expansão e peças
São "largas" - a distribuição
dos elementos facilita a
conexão dos cabos, placas
de expansão e peças
FIXAÇÃO DA
PLACA-MÃE
Por presilhas de plástico e um ou
dois parafusos
Só por parafusos -
eventualmente pode-se
utilizar algumas presilhas de
plástico
CABOS INTERNOS Mal posicionados Bem posicionados
FONTE E
CONECTOR(ES) QUE
ALIMENTA(M) A
PLACA-MÃE
São dois conectores separados que
têm que ser ligados à placa-mãe com
os fios pretos voltados para o centro -
a fonte fornece tensões de -12V, -5V,
5V e 12V
Um único conector,
simplificando a conexão -
além das tensões da fonte
AT, a fonte ATX também
fornece tensão de 3,3V
FORMA DE
CIRCULAÇÃO DE AR Exaustão
Ventilação (em gabinetes
tipo desktop) e Exaustão (em
gabinetes tipo torre)
CONECTORES DO
PAINEL FRONTAL DO
GABINETE
Power Led, Key Lock, Reset, Turbo
Led, Turbo Switch, HD Led e Speaker
Power Led, Power SW
(Switch), Reset, HD Led,
Speaker
BOTÃO
LIGA/DESLIGA
São quatro fios (ou dois) que saem
diretamente da fonte
É um conector que é ligado à
placa-mãe, como os
conectores do painel frontal
26
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
É importante tomar conhecimento desses padrões e reconhecê-los, principalmente pelo fato de que
há algumas incompatibilidades entre eles. As placas-mãe ATX necessitam, por exemplo, obrigatoriamente, de
gabinetes e fontes de alimentação ATX. A única exceção fica por conta de algumas placas-mãe AT, que podem
ser colocadas em gabinetes ATX, desde que possuam o conector adequado para a fonte de alimentação.
Aliás, estas placas AT são facilmente identificadas por possuirem dois conectores para fonte, um AT e um ATX.
Acompanhe as figuras a seguir para melhor compreender os dados da tabela da página anterior:
Observe na parte traseira de um gabinete ATX o
recorte retangular padronizado medindo 15,87 cm
x 4,45 cm, onde ficarão disponíveis os conectores
dos periféricos integrados à placa-mãe.
Veja como, nas placas ATX, os
conectores (PS/2, USB, Paralela
e Seriais) já vêm soldados...
...enquanto no padrão AT somente o conector do teclado
é soldado à placa. Os conectores externos dos periféricos
integrados (on-board), como portas seriais e paralela,
necessitam o uso de adaptadores que são fixados nas
ranhuras destinadas às placas de expansão.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Ao lado, o conector de alimentação
único para a placa-mãe ATX.
Abaixo, os dois conectores
separados do padrão AT.
Os conectores utilizados para alimentar
os dispositivos (em especial as
unidades de disco - winchester, drives
de disquete, cd e zip) das fontes de
alimentação AT e ATX são os mesmos.
...enquanto a posição da placa de som
(muito próxima ao processador) da placamãe
AT desta outra figura demonstra a
má distribuição dos componentes neste
padrão.
Observe a placa de som (1) e o
processador (2) na figura ao lado - a
distribuição dos componentes nas placasmãe
ATX é mais inteligente...
Os gabinetes ATX são mais espaçosos,
facilitando o acesso aos componentes e
propiciando melhor ventilação.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Conectores para o painel frontal dos gabinetes AT e ATX
Ligar os leds (as “luzezinhas”) e chaves do
painel frontal do gabinete não é uma tarefa muito difícil.
Basta prestar bastante atenção e seguir o esquema
abaixo, colocando os conectores em seus respectivos
lugares na placa-mãe. Apenas preste ATENÇÃO
quanto à polaridade dos conectores - os leds
(POWER LED e HDD LED, por exemplo) são diodos
que emitem luz e, por isso, têm polaridade (têm um
modo certo para serem ligados). Já as chaves
(RESET SW, TURBO SW, por exemplo) não exigem
este rigor, pois o objetivo delas é simplesmente fechar
uma ponte entre os pinos onde são ligadas na
placa-mãe.
Em geral, os indicativos
do local onde ligar cada conector
estão sergirafados na placa - quando
isso não acontecer, você deverá
recorrer ao manual da sua placamãe.
O mesmo acontece quanto à
ligação correta dos leds - na placa
ou no manual haverá um sinal de
“+” ou “1”, indicando o lado onde ligar
o fio “colorido” (o outro fio do led
normalmente é branco). Mas não se
preocupe. Se você ligar um led invertido,
não causará dano algum.
Caso o led não acenda, desligue o computador e inverta a polaridade desta ligação, ligando o conector ao
contrário. O Speaker (pequeno alto-falante que emite “BIPS” dentro do gabinete), assim como as chaves,
também não possui polaridade e pode ser ligado de forma invertida. Abaixo, um diagrama esquemático
mostra os pinos e conexões para chaves, leds e speaker. Mas lembre-se de que esse esquema pode mudar
de uma placa-mãe para outra, podendo ter pequenas variações quanto a cores e posições - fique atento!
Speaker (SPK)
Power Led e
Key Lock
Reset
(RST)
HDD
Led
Turbo Led
(TB LED)
Tb Switch
(TB SW)
Dois fios (normalmente
um preto e um vermelho)
que são ligados nos
pinos 1 e 4 de um
conector de quatro pinos
na placa- mãe (às
vezes, não há alguns
pinos, como no esquema
acima). Não tem polaridade.
1 1 + +
O power led são dois fios (normalmente
um verde e um branco)
que são ligados nos pinos
1 e 3 de um conector de 3 ou
5 pinos (quando for de 5 pinos,
os pinos 4 e 5 são usados para
o key lock, uma chave que bloqueia
o teclado). O power led
possui polaridade: o fio verde
deve ser ligado no pino “+” ou
“1”.
Dois fios (normalmente um
branco e um azul) são ligados
em dois pinos na placa-mãe.
Não possui polaridade .
Dois fios (normalmente um
branco e um vermelho)
que são ligados em dois
pinos na placa-mãe. Tem
polaridade, sendo que o fio
vermelho deve ser ligado
no pino “+” ou “1”.
O turbo led é similar aos outros
leds. Possui dois fios (normalmente
um amarelo e um branco)
que são ligados em dois pinos e
possui polaridade. O turbo switch
possui um conector de 3 fios, e 3
ou 2 pinos (como no exemplo acima)
na placa-mãe. Como este
recurso já está em desuso há
muito tempo, não entraremos em
detalhes quanto à sua ligação.
29
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Botões Liga / desliga em gabinetes AT e ATX
Nos gabinetes AT, o botão
liga / desliga pode ser do tipo interruptor
(1) ou pushbutton (2). Independente
do tipo de botão usado, a forma
de fazer as ligações é a mesma.
Da fonte de alimentação partem 2 ou
4 fios que serão ligados ao botão. Há
um divisor que separa os pinos de
conexão neste botão - basta ligar os
fios “escuros” (preto e marrom) de
um lado, e os fios “claros” (branco e
azul) do outro.
Observe nas figuras a forma correta de fazer as
conexões: os fios azul e branco (A e B) estão ligados de um
lado, enquanto os fios marrom e preto (C e D) estão ligados
do outro lado do divisor.
Não importa a ordem que os fios serão colocados
no botão, desde que obedeçam à regra dos “claros” e “escuros”
separados pelo divisor. A figura abaixo ilustra as diversas
formas de ligar os fios ao botão liga / desliga em
gabinetes AT.
1
2
Já nos gabinetes ATX o funcionamento do botão liga /
desliga é completamente diferente do padrão AT. No padrão ATX,
o botão envia um comando para a placa-mãe, que, por sua vez,
envia um comando para a fonte, ligando-a e desligando-a (e
conseqüentemente o computador). Assim, a ligação é feita através
de um conector (Power Switch), exatamente da mesma forma
que os leds e chaves do painel frontal do gabinete, conforme
já estudamos. Observe na figura ao lado o conector mencionado.
Procure na sua placa-mãe (ou no manual) o local correto
para a ligação do Power Switch. Normalmente os pinos de
ligação na placa-mãe ficam juntos aos pinos dos leds e chaves.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Para a detecção de alguns problemas, poderá ser útil fazer a medição de tomadas, fontes de ali
mentação e/ou baterias (pilhas). Vamos aprender a medir especificamente a TENSÃO destes
componentes, por tratar-se de um procedimento mais útil para a área de manutenção e mais
simples de ser realizado. Assim, este tópico tem o objetivo de propiciar algumas noções de utilização do
multímetro, permitindo aos interessados aprofundar-se no assunto posteriormente.
A utilização do Multímetro
Muitas vezes, o mau funcionamento do computador é decorrente de
problemas com a alimentação elétrica. Normalmente, estes problemas estão
na tomada, no estabilizador ou na fonte de alimentação. É importante que o
técnico saiba fazer as medições de forma adequada para detectar anormalidades
nestes dispositivos. O multímetro também é útil para medir a tensão de
baterias/pilhas, e diagnosticar a necessidade de troca destes componentes.
O multímetro é um aparelho que serve para mostrar os diferentes
níveis de tensão, resistência e corrente, tendo em vista que, para nós, só
interessa medir tensão. É importante lembrar que existem, conforme já estudamos,
a corrente elétrica alternada (ACV) – que é a que temos nas tomadas,
por exemplo – e a contínua (DCV) – que é a que temos no computador e seus
componentes, bem como nas baterias/pilhas. A utilização do multímetro para
medir tensões é bastante simples e é feita através de um ponteiro, no caso
dos multímetros analógicos, e através de um mostrador digital, no caso dos
multímetros digitais (1).
Uma chave permite definir se o multímetro estará sendo usado para aferição de tensão em corrente
contínua (DC) ou corrente alternada (AC) em diferentes escalas (2). Dois fios com terminais - um
preto, que, por convenção, deve ser conectado à entrada COM; e outro vermelho, que, por convenção,
deve ser conectado à entrada V (3) - devem ser encostados em paralelo nos objetos que transmitem a
tensão analisada. No caso de corrente contínua (DCV), o terminal vermelho do multímetro deve ser colocado
na saída da alimentação ou no pólo positivo; e o preto, no terra (GND), que é o zero absoluto, ou no pólo
negativo - a inversão dos terminais inverterá a polaridade da aferição (tensão positiva fica negativa e viceversa).
No caso de corrente alternada (ACV), o terminal vermelho deve ser colocado na fase, e o preto no
neutro ou no terra (lembre-se de que, nesse caso, a polaridade é determinada pela fase, e a inversão dos
terminais não fará diferença).
Para medir tomadas (lembre-se que a corrente é alternada ou ACV), posicione a chave na posição
que você encontrar acima de 200V (normalmente é 750V), principalmente quando não souber qual a
tensão da tomada a ser medida – NÃO ARRISQUE! Se você expuser o multímetro a uma sobrecarga,
certamente danificará o aparelho.
Para medir os conectores da fonte de alimentação ou baterias/pilhas (lembre-se que a corrente é
contínua ou DCV), posicione a chave na posição 20V, já que a tensão mais alta é de 12V.
Considere uma tolerância de aproximadamente 5% a mais ou a menos para a tensão medida.
Fora disso, pode estar acontecendo algum problema.
Medições Elétricas
1
2
3
31
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Nas fotos, conectores de fonte AT e ATX com
suas respectivas tensões. É importante lembrar que o
power good é um sinal constantemente monitorado pela
placa-mãe. Teoricamente, qualquer problema com a fonte
deveria ser repassado ao power good para que a placamãe
possa ressetar o sistema, demonstrando que há
alguma coisa errada.
A Fonte de Alimentação
Na verdade, a melhor maneira de testar uma fonte é por substituição. Se você estiver suspeitando
da fonte – no caso do micro estar travando, congelando, apresentando resets aleatórios, etc., experimente
trocá-la para ver o que ocorre.
Caso você queira testá-la, é importante ressaltar que a maneira correta de testar uma fonte é com
esta conectada ao micro (à placa-mãe) em funcionamento; desconectada, embora esteja apresentando os
valores corretamente, a fonte pode não estar conseguindo fornecer corrente suficiente para alimentar os circuitos.
Tome cuidado ao realizar esta operação, para não causar danos aos componentes da placa-mãe.
Abaixo, as tensões internas para os principais padrões utilizados em fontes para PCs:
Sinal Transportado
Cor
ATX AT
Preta Terra (GND) – 0V Terra – 0V
Vermelha + 5V + 5V
Amarela +12V + 12V
Branco - 5V - 5V
Azul - 12V - 12V
Verde Ligar Fonte ATX Inexistente
Laranja 3,3V Power Good – 5V
Violeta + 5V Stand by Inexistente
Cinza Power Good inexistente
:
:
:
+
Tomadas
As tomadas são configuradas
conforme a figura ao
lado (no caso de uma rede de
127V AC). Para medi-las,
conecte na fase em paralelo
com o terra ou o neutro.
Pilhas/Baterias
As baterias são configuradas como abaixo (no caso, trata-se de uma bateria de NiCa de 3,5 V e uma
CR2032 de 3 V, respectivamente). Para medi-las, conecte os pólos positivo e negativo em paralelo, tomando
cuidado para não inverter os pólos (senão a medida sai com a polaridade invertida).
+
-
3,5 V 3 V
-
32
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Jumper e DIP Switch
Jumpers e DIP switches são recursos que servem para completar ou interromper um circuito elétrico.
Possibilitam ao usuário a escolha de configurações para equipamentos ou a ativação/desativação
de determinadas funções. Além de jumpers e dip switches, existem também as ferramentas de configuração
por software, através das quais os parâmetros são alterados por meio de um programa.
Configuração por Jumper
Jumpers são pequenas peças que fecham contato entre dois pinos adjacentes. Os pinos de
jumper projetam-se da placa de circuitos: diversos conjuntos destes pinos, cada um representando um
circuito, são frequentemente alinhados em fileiras paralelas. O próprio jumper (ou conector elétrico) é uma
minúscula chapa de metal, normalmente revestida de plástico, que forma uma pequenina cápsula. O jumper
encaixa-se sobre os dois pinos para completar o circuito, determinando, assim, uma configuração.
Os jumpers podem falhar. Um jumper danificado pode não completar o circuito mesmo estando
corretamente instalado sobre os dois pinos.
Mantenha sempre jumpers extras. Você pode precisar deles mais tarde para reconfigurar o seu
equipamento diante de imprevistos. Para manter os jumpers disponíveis para o uso futuro, coloque-os
sobre um único pino em um par (isto não afeta a configuração, pois não fecha o circuito).
Configuração por DIP Switch
DIP (Dipolar ou Dual In-Line Package) switches são muitas vezes organizados em bancos de
duas, quatro ou mais unidades. Eles são pequenas chaves físicas, cada qual semelhante a um interruptor
de luz bem pequeno. Assim como os jumpers, os DIP switches estão sempre LIGADOS ou DESLIGADOS.
São geralmente configurados com a ponta de uma caneta, um clip de papel ou outro objeto fino.
33
MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Display Digital
O display digital é aquele numerozinho que
aparece na frente do gabinete informando
o clock do processador e que, atualmente,
está caindo em desuso, assim como o turbo switch
e o turbo led. A idéia é que ele indique a ativação e a
desativação do turbo do computador, mostrando a freqüência
máxima de funcionamento com o turbo ativado,
e a metade deste valor com o turbo desativado.
Na verdade, o display é apenas um enfeite e pode
nem sequer estar exibindo a freqüência correta da
CPU da máquina - muitas pessoas que fazem
upgrades em computadores mais antigos não ajustam
o valor, até porque esta é uma operação complicada
de ser feita, embora isso faça parte do capricho
necessário a um atendimento impecável.
A melhor coisa a ser feita é configurar o display para exibir a palavra HI de (HIgh) e LO (LOw) para
que, independente das alterações feitas no hardware do computador, fique exibindo sempre a mesma
coisa e não necessite mais modificações. Ou, então, desative o turbo do computador e deixe o display
exibindo apenas HI o tempo todo, que fica ainda mais fácil de configurar.
A configuração de um display digital é feita, em geral, através
de diversos jumpers que servem para programar o número a ser mostrado,
conforme mostra a figura acima. Caso queira fazê-lo, você pode remover
o display do gabinete para ter acesso mais fácil aos jumpers. Anote
a posição e orientação dos fios ligados ao display para evitar posterior
confusão na hora de recolocar a peça.
Nos modelos mais simples, cada dígito do display é composto
por 7 segmentos, sendo que cada segmento possui um jumper. Os segmentos
são designados pelas letras A, B, C, D, E, F e G. Para formar os
números, basta acender ou apagar os segmentos apropriados. Cada segmento
é aceso ou apagado de acordo com o posicionamento do jumper
correspondente. Existem outros métodos de configuração, mas a nossa
intenção é apenas dar uma noção sobre este assunto, já que consiste de
uma característica puramente estética.
Observe as figuras abaixo: no display, existem dois pontos juntos designados por “G” e “5V”. Nesses
pontos devemos ligar um pequeno
conector com dois fios
(um vermelho e um preto) que
parte da fonte, e que serve
para fornecer corrente elétrica
ao display. O fio vermelho deve
ser ligado em “5V”, e o preto,
no terra (“G” de GND). Se você
ligar este conector invertido,
danificará o display.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Funcionamento do Computador e
Inter-relação do Hardware
Arquitetura de um PC Moderno
Ao abrir um PC, você encontrará dentro dele uma infinidade de circuitos, placas e dispositivos,
provavelmente muitos deles estranhos a você. Normalmente, quando estudamos computadores,
nos é apresentado um esquema clássico de funcionamento. Embora bastante didático, este esquema
básico está muito aquém da verdadeira forma como os PCs modernos funcionam. Observe no
esquema abaixo a arquitetura de um típico PC moderno:
Barramento AGP
Barramento local Barramento da memória
Barramento PCI
Barramento ISA
Barramento X
Discos rígidos
Memória RAM
Ponte
Norte
Ponte
Sul
Portas
IDE
Cabos
flat
Unidades de CD-ROM,
CD-RW e Zip
Processador
Slot AGP
Slots PCI
Placa de vídeo AGP Monitor
Placas PCI
(placa de vídeo, som,
modem, rede, etc.)
Slots ISA
Placas ISA
(placa som, rede,
modem, etc.)
Memória ROM
Periféricos
integrados à placamãe:
Portas seriais
Porta paralela
Controladora da
unidade de disquete
Portas USB
Teclado
Clock: .....................
................................
Largura: ..................
................................
Clock: .....................
................................
Largura: ..................
................................
Clock: .....................
................................
Largura: ..................
................................
Clock: .....................
................................
Largura: ..................
................................
Clock: .....................
................................
Largura: ..................
................................
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
Todos os componentes mostrados na figura estão em uma placa principal, chamada placa-mãe.
Nessa placa estão os circuitos de apoio, também chamados chipset (ponte norte e ponte sul na figura), os
slots, que são conectores para a colocação das placas de expansão (placas de vídeo, som, modem, rede
e outras), bem como os conectores para o processador, memórias, discos e portas (seriais, paralelas e
USB). Observe uma placa-mãe com bastante atenção e dê uma boa olhada na forma como todos estes
componentes estão interligados. Olhando a parte de baixo de uma placa-mãe, isso se torna ainda mais
evidente, conforme você pode conferir na imagem abaixo:
Este monte de fiozinhos em paralelo que percorrem a placa-mãe é o que chamamos de
BARRAMENTO - por ele trafegam os DADOS que fazem o seu computador funcionar. Observe que, na figura
esquemática da página anterior, o barramento é representado por setas com pontas para os dois lados, indicando
que os dados vão e vêm através dele. Observe também que existem diversos tipos de barramentos no
computador: barramento local, barramento da memória, barramento AGP, barramento PCI, barramento ISA...
Para compreender como os dados passam pelo barramento, é preciso entender qual a relação
desses fiozinhos com esses dados - de que forma os dados passam pelo tal barramento. Mas isso tudo
não faz muito sentido se não conhecermos alguns conceitos básicos, como a LINGUAGEM BINÁRIA, por
exemplo.
Nos próximos tópicos, estudaremos de forma sintética esses conceitos básicos, para que possamos
estabelecer um conhecimento mais geral a respeito dos microcomputadores e, posteriormente, melhor
compreender o estudo particular de cada parte. Não esqueça que um computador é um conjunto
bastante complexo de elementos que interagem entre si. Visualizar a inter-relação desses componentes
não só torna muito mais fácil a compreensão do funcionamento, como também ajuda na dedução e conseqüente
resolução dos problemas que afetam os microcomputadores.
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MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES SENAC-RS
A Linguagem Binária e o Sistema Digital
Dispositivos eletrônicos para o processamento de informações trabalham com um sistema numérico
específico: o sistema binário. Tal sistema é proveniente de uma idéia básica, de que dispositivos alimentados
com energia elétrica apresentam dois estados naturais - LIGADO, quando está passando corrente elétrica, ou
DESLIGADO, quando não está passando corrente elétrica. Relacione agora essa idéia com o conceito de
barramento que vimos no último tópico. É aí que poderemos compreender de que forma a eletricidade que
passa por aquele monte de fiozinhos em paralelo (o barramento) pode representar